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A Economia Solidária supera exploração e desrespeito ao meio ambiente
Sede do Banco Pirê
Ao propor um novo modelo de produção, consumo e convivência, a Rede de Economia Solidária se torna uma das parceiras mais contumazes na preservação ambiental em Dourados. Os empreendedores se comprometem a produzir preservando o meio ambiente. Não poluir, utilizar a captação da água da chuva, reutilização de embalagens são as regras para conseguir o incentivo do Banco Pirê, onde os empreendedores obtém apoio para seus empreendimentos.
A instituição é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em janeiro de 2004, com a finalidade de apoiar a Rede de Economia Solidária de Dourados, através do acompanhamento técnico e suporte financeiro aos empreendimentos solidários, bem como trabalhar pela formação cidadã dos empreendedores. Os recursos são provenientes da doação de bens de herança de uma jovem missionária e de outros doadores voluntários, que acreditam e apostam na solidariedade como caminho de construir um “outro mundo”, possível e necessário, com a perspectiva de desenvolvimento sustentável promovendo o respeito à pessoa humana e a valorização dos ecossistemas, tendo no centro não o lucro, mas a vida.
Segundo Neusa Gripa, coordenadora da Rede de Economia solidária em Dourados, não há uma política municipal para a Economia Solidária, apenas apoios esporádicos. Na esfera estadual não há apoio nenhum. Na esfera federal a grande luta é pela não vinculação da Secretaria Especial de Economia Solidária à Secretaria das Micro e Pequenas Empresas. O grupo prefere estar vinculado à Assistência Social ou à Cultura já que os empreendedores trabalham pelo desenvolvimento baseado na autogestão onde o próprio trabalhador é quem gerencia o seu trabalho. A cooperação é uma premissa e os ganhos não são só financeiros, mas também sociais. Existe a partilha porque no trabalho coletivo todos se ajudam. Assim, fica mais fácil contribuir com o meio ambiente e desenvolver um comércio justo.
São produzidos pelos empreendedores artigos como confecção, alimentação, artesanato,  prestação de serviços e produtos de limpeza. Os produtos de limpeza são produzidos reaproveitando-se óleo de fritura, o que evita de serem jogados no ambiente. Há duas lojas para comercialização dos produtos, uma localizada no shopping que cedeu o espaço e outra na Av. Marcelino Pires, 1909 no centro, além de pontos de comercialização nos bairros. Esporadicamente também os produtos são expostos em feiras da Economia Solidária. A Rede da solidariedade funciona na Av. Joaquim Teixeira Alves, 2190 Centro. Telefone 3421-5613.
Segundo a coordenadora da Rede em Dourados, o maior desafio atualmente é a criação de políticas públicas de incentivo à Economia Solidária. Nesse sentido, o vereador Elias Ishi manifestou apoio ao trabalho desenvolvido pelo Banco Pirê e pela Rede de Economia Solidária, pois acredita no papel fundamental de propor uma nova relação de produção e consumo, priorizando o meio ambiente em todas as suas etapas.

Agricultura familiar precisa de políticas públicas
Assim como a Rede de Economia Solidária é formada por empreendedores familiares, na pequena agricultura não é diferente. Considera-se agricultura familiar as propriedades com menos de cem hectares que não empregam trabalhadores permanentes, tem os trabalhos exercidos pelo produtor e o trabalho familiar deve ser superior ao contratado. Representa a imensa maioria dos produtores rurais no Brasil e é responsável por 60% da produção de alguns produtos básicos da dieta do brasileiro como o feijão, arroz, milho, hortaliças, mandioca e pequenos animais. Ela exerce papel fundamental na economia de muitas cidades brasileiras e é uma alternativa para o aumento da renda e do desenvolvimento regional.
O orçamento da agricultura familiar para o próximo ano é de 16 bilhões, por isso, a administração municipal deve desenvolver projetos para beneficiar os agricultores familiares do nosso município, pois recursos federais têm, basta ousadia e vontade política.

Agroecologia: equilíbrio entre agricultura e ambiente
Os defensores da Agroecologia somam esforços para desenvolver um novo jeito de relacionamento com a natureza, que seja socialmente justo, economicamente viável e ecologicamente sustentável onde se proteja a vida.  Na agroecologia a agricultura é vista como um sistema vivo e complexo, inserida na natureza rica em diversidade, vários tipos de plantas, animais, microorganismos, minerais e infinitas formas de relação entre estes e outros habitantes do planeta. Engloba modernas ramificações e especializações, como: agricultura biodinâmica, agricultura ecológica, agricultura natural, agricultura orgânica, os sistemas agroflorestais e outros. Para praticar a agroecologia, é necessário apreender que o planeta terra não é o lugar do qual vivemos, e sim, no qual vivemos.
“A agroecologia é uma bandeira política que deve ser incentivada e valorizada, já que ela contribui com a sustentabilidade. Enquanto o agronegócio se baseia na exploração da monocultura e no uso de agrotóxicos. A agroecologia valoriza a pequena agricultura e a produção de alimentos saudáveis e a preservação ambiental”, faz questão de enfatizar o vereador Elias Ishy em seus pronunciamentos.

Tecidos que iam para o lixo são transformados em sacolas retornáveis
 As empreendedoras da Rede de Economia Solidária Angelita e Jovelina desenvolvem um trabalho que ajuda ao mesmo tempo a retirar do meio ambiente tecidos que iam para o lixo e evitam que sacolas plásticas sejam jogadas no ambiente. Segundo estudos, plásticos e tecidos  demoram anos para se decompor. Dessa forma, os retalhos são reaproveitados no ateliê que fica situado na Rua Ponta Porã, 6791, no Jardim Canaã I e transformados em sacolas retornáveis, tapetes e roupas. Assim ajudam a contribuir para que muitas sacolas plásticas não sejam jogadas no ambiente, ajudando a preservá-lo.
Produção de sacolas retornáveis


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